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sábado, 5 de maio de 2018

Casal homossexual é detido pela PM de Salvador por se beijar na frente de crianças. Oficial poderá ser exonerado

Um jovem de 24 anos diz ter sido vítima de homofobia e abuso de poder após ser detido por um oficial da Polícia Militar, com outros dois amigos, depois de dar um beijo em outro homem, nas ruas de Salvador. A situação ocorreu no circuito Osmar (Campo Grande), no centro da capital baiana, na segunda-feira (30).
O professor Maurício Marla (nome fictício para preservar a identidade da vítima, o amigo que ele beijou e uma amiga que estava com eles foram levados para uma delegacia da região, e foram autuados por desacato a autoridade e importunação ofensiva ao pudor. Os três só deixaram a unidade policial após assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O celular da amiga do designer, que foi usado para filmar parte da situação, foi apreendido.
No Boletim de Ocorrência (B.O) da situação, o oficial da PM, que não teve o nome divulgado, relata que Maurício Marla e o amigo causaram “constrangimento ao público presente na frente de crianças” com o beijo, e que a amiga deles teria feito “apologia ao crime ‘beijos lascivos'” por defender os dois.
Nas redes sociais, Maurício Marla compartilhou uma foto do documento e, na legenda da imagem, relatou a situação. No texto, o jovem critica a postura do PM e se manifesta contra a prisão. Em 24h, a publicação teve mais de 420 curtidas e 164 compartilhamentos.
“… meu amigo deu um beijo de despedida num amigo dele e para nossa surpresa rapidamente foi abordado por um policial falando que era pra ele parar com aquele comportamento, que tinham famílias ali que não precisavam ver aquilo, e que se ele quisesse fazer esse tipo de coisa, que fosse para a Barra que era seu lugar. Neste momento Renata se colocou entre o policial e os dois, dizendo que era mãe, que família podia ver aquilo sem problema e recebeu uma ameaça à guarda do seu filho como resposta, antes de sair o policial ainda empurrou Renata. Nesse momento puxei meu amigo e dei um selinho nele, pra deixar claro o absurdo de tanta causação por um gesto tão simples de afeto, o policial seguiu na direção do bloco e ficamos ali travados por um tempo, revoltados sem sabem como/se reagir”, conta o jovem em um trecho do texto.
PM pediu também para que, no momento do contato, os três apresentem o máximo de informações possíveis (como a descrição física do policial, data e hora do fato), para que, com base nesses dados, a corporação possa instaurar um procedimento apuratório e, caso procedente, exonerar o policial.

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